Jornal da Escola Secundária José Régio – Vila do Conde
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Era Uma Vez uma Escola que se Tornou Nova…

O pequeno objecto que um dia teve a ousadia de tornar mais pequeno o mundo e a nossa privacidade, começava a debitar uma melodia ao mesmo tempo que se remexia no bolso de um casaco cansado de tantas vezes ter cumprido a sua missão… Eram dez horas e trinta minutos e, tal como já acontece desde que o ruído das máquinas se apoderou do espaço da José Régio, estava na hora de entrar para mais uma reunião de segurança. O pequeno objecto, cheio de quase tudo, avisava incansavelmente que a reunião iria começar…

Estas reuniões realizam-se praticamente em todas as quartas feiras de cada semana e contam com a presença de engenheiros da empresa responsável pelos trabalhos de obra, da segurança, da fiscalização e do presidente do conselho executivo da escola. São reuniões muito interessantes, permitindo acompanhar os pequenos grandes passos de uma intervenção desta envergadura. Nestes encontros são debatidas todas as questões de segurança, sendo claro e inequívoco que esta dimensão é absolutamente abraçada por todos os intervenientes, como uma das suas principais preocupações. Poder-se-á aproveitar para fazer uma incursão aos ditados do povo, afirmando que estes senhores “não deixam estas preocupações por mãos alheias”. Com efeito, a zona que está a ser palco da intervenção no âmbito da modernização das escolas secundárias, conta com duas equipas de segurança: uma da responsabilidade da empresa executante dos trabalhos e uma outra nomeada pelo dono da obra, a Parque Escolar. Estas duas equipas são, no fundo, aquelas que garantem o cumprimento das normas de segurança dentro do recinto onde se desenrolam os trabalhos de requalificação da nossa escola. Estas reuniões de segurança permitem que sejam analisadas e consideradas todas as questões relacionadas com o decorrer dos trabalhos, incidindo prioritariamente nas questões de segurança. Estes momentos são também especialmente interessantes para a escola, na medida em que é possível apresentar problemas que eventualmente estejam a preocupar a comunidade escolar e, inclusivamente, apresentar sugestões para resolução desses e de outros assuntos.

Antes mesmo de dois senhores se cruzarem no círculo do tempo e se tornarem num único ponteiro, a dita reunião é normalmente dada por terminada, permitindo que, de seguida, comece mais uma visita in loco às obras, possibilitando acompanhar as mudanças que dia a dia vão alterando a imagem da nossa José Régio.

Um tom ocre parece sorrir para o trio que acabara de sair do edifício, vulgo monobloco ou para os mais críticos simplesmente contentor, onde minutos antes, momentos antes do encontro dos senhores do tempo, havia terminado a dita reunião de segurança.

À medida que o presidente do conselho executivo, na companhia dos engenheiros da segurança e da fiscalização, ia caminhando por entre os inúmeros cabos, ferramentas e materiais de construção que povoam aqueles lugares, um número infinito de sensações ia invadindo o espírito, criando uma mescla de imagens de uma escola de um outrora muito recente, ruidosamente dominadas pela força de um ocre luminoso, salpicado pelo sapateado de uns quantos martelos e pelas birras de uns tantos berbequins.

O antigo Pavilhão A, agora unido ao ainda velho B, qual cordão umbilical dos tempos modernos, começa a preparar-se para receber os próximos inquilinos. As portas vermelhas que presenteiam as novas salas de aula exibem orgulhosamente um óculo que, inconscientemente, vai apelando os nossos sentidos para os mundos de Neptuno. As salas, guardiãs quiçá desse senhor que acaricia todos os dias a bela cidade do Ave, isoladas das intempéries e do chilrear das máquinas, começam já a exibir um tecto que, nada egoísta, vai partilhando o seu espaço com uns rectângulos que, juram, hão-de contribuir para dar mais brilho às nossas aulas. No centro do pavilhão começa a desenhar-se a estrutura que brevemente, antes de se calarem as máquinas, irá receber um vidro que separará a zona de aulas do jardim exterior.

Nos novos edifícios, nas ligações entre os pavilhões, começam a surgir os espaços que irão albergar os gabinetes de departamento, as salas de actividades extra-curriculares e a futura provisória sala dos professores.

A cantina começa finalmente a preparar-se para ser o primeiro novo espaço a abraçar os nossos alunos, professores, funcionários, encarregados de educação e todos aqueles que visitarem a nossa escola. Os espaços vazios deste local começam a ficar preenchidos pelas bancas, exaustores, lavatórios e toda uma parafernália de máquinas impacientes por darem jus aos seus nomes. O piso superior deste edifício importante da nossa escola prepara-se, também ele, para, numa filosofia inovadora e pioneira, receber uma enorme bancada que irá suportar três microondas industriais, fazendo com que as definições deste local ultrapassem largamente aquelas que sabiamente dormitam numa folha de um qualquer dicionário.

Prestes a terminar a visita, quase a depositar no casco branco o colete, sob o olhar de uma relva cansada de tanta água caída dos céus, fica a garantia de que, ainda no final deste período, poderemos contar com o espaço da nova cantina e que o início do último período contará com a utilização dos novos edifícios. Porém, antes de começarmos a utilizar os novos espaços, teremos de proceder à libertação das salas do ainda pavilhão B. Serão, sem dúvida, momentos de grande trabalho e que exigirão a colaboração de toda a comunidade escolar. O momento que se avizinha de novas alterações na ocupação das salas e, como foi dito atrás, na libertação das aulas do pavilhão B, contará certamente com a enorme colaboração dos nossos funcionários auxiliares.

Serão momentos de muito trabalho e esforço que provarão, novamente, a importância de que se reveste a família da nossa José Régio!

A partir de Abril, numa das novas salas do “novo” pavilhão A, poderemos acompanhar as mudanças do actual pavilhão B e do polivalente e assistir ao nascimento de uma nova e moderna biblioteca.

Somos verdadeiramente actores de um interessante caso de rejuvenescimento de uma escola – a escola secundária José Régio!

António Almeida