Jornal da Escola Secundária José Régio – Vila do Conde
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O Novo Acordo Ortográfico

A língua de um povo está continuamente em mutação. Mas será que o novo acordo ortográfico não é antes um retirar de identidade e um facilitismo desmesurado na escrita da nossa língua? Creio que sim.
O acordo ortográfico tem como um dos seus objetivos criar uma língua (escrita) única entre os PALOP. No entanto, este objetivo não é cumprido, pois continua a haver diferenças na ortografia entre os países. Por exemplo, entre Portugal e o Brasil, palavras como “facto” e “fato”, ou mesmo “planear” e “planejar”, não encontraram concordância no novo acordo.
Na minha opinião, a cada povo deverá corresponder uma pátria, assim como uma cultura representada pela língua imposta no decurso histórico da formação desse estado. Ora, um acordo a nível ortográfico que vise um português único entre os PALOP, resultará numa perda de identidade dos povos e num sentimento de insegurança quanto à escrita. Acontecerá isto com os adultos, que, não estando na escola, ser-lhes-á muito mais difícil a adaptação à nova ortografia. Mas que mal tinha a anterior?
Por isso, estou contra o acordo ortográfico, imposto mesmo contra a vontade da população, sem qualquer referendo, sem qualquer possibilidade de “sim” ou “não”. Se continuarmos a optar pelo facilitismo na escrita, depressa se escreverá “oje”, “keres” ou até mesmo “naxer”.
O Novo Acordo Ortográfico

A língua de um povo está continuamente em mutação. Mas será que o novo acordo ortográfico não é antes um retirar de identidade e um facilitismo desmesurado na escrita da nossa língua? Creio que sim.
O acordo ortográfico tem como um dos seus objetivos criar uma língua (escrita) única entre os PALOP. No entanto, este objetivo não é cumprido, pois continua a haver diferenças na ortografia entre os países. Por exemplo, entre Portugal e o Brasil, palavras como “facto” e “fato”, ou mesmo “planear” e “planejar”, não encontraram concordância no novo acordo.
Na minha opinião, a cada povo deverá corresponder uma pátria, assim como uma cultura representada pela língua imposta no decurso histórico da formação desse estado. Ora, um acordo a nível ortográfico que vise um português único entre os PALOP, resultará numa perda de identidade dos povos e num sentimento de insegurança quanto à escrita. Acontecerá isto com os adultos, que, não estando na escola, ser-lhes-á muito mais difícil a adaptação à nova ortografia. Mas que mal tinha a anterior?
Por isso, estou contra o acordo ortográfico, imposto mesmo contra a vontade da população, sem qualquer referendo, sem qualquer possibilidade de “sim” ou “não”. Se continuarmos a optar pelo facilitismo na escrita, depressa se escreverá “oje”, “keres” ou até mesmo “naxer”.

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