{"id":435,"date":"2012-01-13T11:33:06","date_gmt":"2012-01-13T10:33:06","guid":{"rendered":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/?page_id=435"},"modified":"2012-01-13T11:33:06","modified_gmt":"2012-01-13T10:33:06","slug":"o-novo-acordo-ortografico","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/?page_id=435","title":{"rendered":"O Novo Acordo Ortogr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<p>A l\u00edngua de um povo est\u00e1 continuamente em muta\u00e7\u00e3o. Mas ser\u00e1 que o novo acordo ortogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 antes um retirar de identidade e um facilitismo desmesurado na escrita da nossa l\u00edngua? Creio que sim.<br \/>\nO acordo ortogr\u00e1fico tem como um dos seus objetivos criar uma l\u00edngua (escrita) \u00fanica entre os PALOP. No entanto, este objetivo n\u00e3o \u00e9 cumprido, pois continua a haver diferen\u00e7as na ortografia entre os pa\u00edses. Por exemplo, entre Portugal e o Brasil, palavras como \u201cfacto\u201d e \u201cfato\u201d, ou mesmo \u201cplanear\u201d e \u201cplanejar\u201d, n\u00e3o encontraram concord\u00e2ncia no novo acordo.<br \/>\nNa minha opini\u00e3o, a cada povo dever\u00e1 corresponder uma p\u00e1tria, assim como uma cultura representada pela l\u00edngua imposta no decurso hist\u00f3rico da forma\u00e7\u00e3o desse estado. Ora, um acordo a n\u00edvel ortogr\u00e1fico que vise um portugu\u00eas \u00fanico entre os PALOP, resultar\u00e1 numa perda de identidade dos povos e num sentimento de inseguran\u00e7a quanto \u00e0 escrita. Acontecer\u00e1 isto com os adultos, que, n\u00e3o estando na escola, ser-lhes-\u00e1 muito mais dif\u00edcil a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova ortografia. Mas que mal tinha a anterior?<br \/>\nPor isso, estou contra o acordo ortogr\u00e1fico, imposto mesmo contra a vontade da popula\u00e7\u00e3o, sem qualquer referendo, sem qualquer possibilidade de \u201csim\u201d ou \u201cn\u00e3o\u201d. Se continuarmos a optar pelo facilitismo na escrita, depressa se escrever\u00e1 \u201coje\u201d, \u201ckeres\u201d ou at\u00e9 mesmo \u201cnaxer\u201d.<br \/>\nO Novo Acordo Ortogr\u00e1fico<\/p>\n<p>A l\u00edngua de um povo est\u00e1 continuamente em muta\u00e7\u00e3o. Mas ser\u00e1 que o novo acordo ortogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 antes um retirar de identidade e um facilitismo desmesurado na escrita da nossa l\u00edngua? Creio que sim.<br \/>\nO acordo ortogr\u00e1fico tem como um dos seus objetivos criar uma l\u00edngua (escrita) \u00fanica entre os PALOP. No entanto, este objetivo n\u00e3o \u00e9 cumprido, pois continua a haver diferen\u00e7as na ortografia entre os pa\u00edses. Por exemplo, entre Portugal e o Brasil, palavras como \u201cfacto\u201d e \u201cfato\u201d, ou mesmo \u201cplanear\u201d e \u201cplanejar\u201d, n\u00e3o encontraram concord\u00e2ncia no novo acordo.<br \/>\nNa minha opini\u00e3o, a cada povo dever\u00e1 corresponder uma p\u00e1tria, assim como uma cultura representada pela l\u00edngua imposta no decurso hist\u00f3rico da forma\u00e7\u00e3o desse estado. Ora, um acordo a n\u00edvel ortogr\u00e1fico que vise um portugu\u00eas \u00fanico entre os PALOP, resultar\u00e1 numa perda de identidade dos povos e num sentimento de inseguran\u00e7a quanto \u00e0 escrita. Acontecer\u00e1 isto com os adultos, que, n\u00e3o estando na escola, ser-lhes-\u00e1 muito mais dif\u00edcil a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova ortografia. Mas que mal tinha a anterior?<br \/>\nPor isso, estou contra o acordo ortogr\u00e1fico, imposto mesmo contra a vontade da popula\u00e7\u00e3o, sem qualquer referendo, sem qualquer possibilidade de \u201csim\u201d ou \u201cn\u00e3o\u201d. Se continuarmos a optar pelo facilitismo na escrita, depressa se escrever\u00e1 \u201coje\u201d, \u201ckeres\u201d ou at\u00e9 mesmo \u201cnaxer\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A l\u00edngua de um povo est\u00e1 continuamente em muta\u00e7\u00e3o. Mas ser\u00e1 que o novo acordo ortogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 antes um retirar de identidade e um [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":430,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-435","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=435"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/435\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":437,"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/435\/revisions\/437"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/430"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornal.esc-joseregio.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}