As turmas do ensino básico realizaram uma atividade na disciplina de Educação para a Cidadania, relativa ao primeiro módulo: “atitudes e comportamentos na escola“, completando a frase « SER BOM CIDADÂO É…» Os melhores trabalhos resultantes desse desafio foram selecionados para “enfeitarem” a árvore de Natal colocada junto ao Gabinete de Psicologia. Esta atividade teve também a colaboração ativa da turma 2 do Ensino Voacional Básico e da turma CEI.
Aqui reproduzimos dois dos melhores textos :
de Rafaela Pinto Sá, 9º C
Ser bom cidadão é sabermos adaptar-nos a cada momento da nossa vida. É saber estar, ouvir, calar, falar, interagir…é viver em harmonia com tudo e todos.
Ser bom cidadão é resolvermos os nossos problemas percebendo o que está errado e o que poderá ser feito em vez de culparmos os outros.
Um bom cidadão é uma pessoa atenta, capaz de analisar e de integrar em cada circunstância da sua vida. Tem de saber que tipo de roupa vestir, que postura adotar, como e quando deve falar….Para sermos um bom cidadão temos que fazer com que os outros se sintam bem com a nossa presença.
Um bom cidadão respeita as outras pessoas, está sempre disponível a ajudar e obedece às normas que tem de cumprir nos locais públicos, embora por vezes não sejam do seu agrado.
Quando tentamos ser um bom cidadão, temos de ter cuidado para não mudarmos a nossa personalidade. Por exemplo, duas pessoas, uma faladora e extrovertida e outra tímida, poderão ser ambas bons cidadãos, desde que respeitem os outros, não os prejudiquem e saibam as atitudes a tomar em cada ocasião.
Para sermos bons cidadãos não temos de ter todos a mesma personalidade; precisamos de ter gostos, opiniões e maneiras de pensar diferentes, para assim colaborarmos na construção de um mundo com mais cidadania. Pode ser difícil tornarmo-nos bons cidadãos, mas com pequenos passos, podemos fazer grandes progressos.
e de Paulo Jorge, 8º C
Ser bom cidadão é ser pessoa, é ter direitos e deveres, é assumir as suas liberdades e responsabilidades no seio de uma comunidade democrática, justa, equitativa, solidária e intercultural.
Ser cidadão não é uma tarefa cómoda, senão muito complicada: as pessoas não nascem cidadãos, mas fazem-se no tempo e no espaço. Na verdade, não é fácil exercer a liberdade e a cidadania – ser pessoa e ser cidadão – por isso exige-se uma luta sem tréguas para erradicar assimetrias e exclusões socioculturais e criar cenários de esperança realizáveis, fundamentados em valores e princípios éticos, que requalifiquem a democracia com cidadãos participativos e comprometidos.
Sabemos que este desafio não se faz com uma varinha de condão. Quem conhece e vive as contradições do sistema, sabe que de nada serve remediar, se não assumirmos alterar projetos políticos, socioculturais e educativos que integrem em vez de excluir.
Não há soluções e estratégias pré-definidas .Há grandes temas integradores da ação. Desafios que devem alimentar as nossas esperanças, vivências e aprendizagens quotidianas que nos permitam sonhar com um futuro melhor.


