Jornal da Escola Secundária José Régio – Vila do Conde
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Um olhar presente numa escola do futuro…

Foi já há quase dois anos que a nossa escola começou a transformar-se, num processo de requalificação de todo o seu edifício, no âmbito do programa de modernização das escolas secundárias. Com efeito, foi num dia chuvoso de um Junho envergonhado que a então direcção da escola tomaria conhecimento de que a nossa José Régio faria parte do lote das primeiras vinte e seis escolas que seriam intervencionadas ao abrigo do referido programa. Foram dois anos que exigiram um enorme esforço de todos os actores deste universo. Foram anos em que as palavras proferidas num qualquer espaço e os sons de uns movimentos quase cíclicos se perderiam no roncar de uma qualquer maquineta sumptuosamente prostrada, algures entre umas paredes quase despidas, quase cheias de um tom a fazer inveja a um senhor que, lá do alto, parecia indiferente às tramóias dos seres que teimam alterar a face da sua própria Casa. Foram momentos em que o simples bailado de uns talheres, num espaço ora cansado das amarguras dos tempos, ora farto de conviver com qualquer uma outra função, era desesperadamente abraçado pelos  gritos lancinantes de uma perfuradora que, teimosamente, parecia, também ela, garantir destruir definitivamente a paciência daqueles que suspiravam com os tempos em que, ainda que noutros tempos, os breves bocejos de dois simples ponteiros apenas eram interrompidos por uma sinfonia iniciada por umas quantas goelas e rapidamente dominada pelo acordar de milhentos movimentos sábios. Foram momentos em que seria possível sentir, saborear o renascer da nossa segunda casa. Foram tempos em que voltamos a crescer, enquanto a nossa escola se reerguia. Momentos em que nem sempre compreendemos certas decisões de alguns que, desconhecendo o fervilhar deste universo, teimaram reinterpretar e reinventar as relações da nossa José Régio com os seus actores. Foram também momentos únicos, em que as decisões foram suportadas pelo sadio diálogo com a empresa Parque Escolar, assente em cedências, capazes de proporcionar verdadeiros avanços que compreendessem o quão de especifico é a José Régio. Foram momentos em que reaprendemos a colocar o diálogo muito acima de um qualquer grito selvaticamente expelido de uma rebarbadora…

Estamos no final da terceira fase do projecto e ainda existe muita coisa por fazer… Falta alterar todo o sistema de estores de forma a permitir usufruir completamente das excelentes condições das nossas salas de aula. Falta melhorar as instalações do bar dos alunos, construir um (pequeno) auditório que seja verdadeiramente digno desse nome, alterar a localização da papelaria e torná-la num espaço convidativo, construir um espaço para a Associação de Estudantes, pintar as paredes, alterar os balneários do gimnodesportivo, colocar equipamentos desportivos, limpar o campo de jogos, melhorar os pisos interiores, tornar o palco num local atractivo, capaz de perfumar as vidas dos muitos personagens que hão-de, várias vezes, contar muitas estórias…

Essa será a próxima fase, aquela que iniciar-se-á logo após o término das aulas e que tem sido tema principal das conversas entre a direcção e a empresa responsável pela requalificação. Acreditamos que o inicio do próximo ano lectivo contará definitivamente com uma escola que acolherá os seus actores com um enorme sorriso, cheio de uma cor que torne a distância até ao nosso astro-rei numa mísera demonstração de um qualquer infinitesimal.

Enquanto as obras não terminam, entre um gracejo de uma qualquer máquina, o espreguiçar de uns cabos quase adormecidos numa esteira, suficientemente suspensa nos olhares, e a dança de cores vivas, ora verdes, ora laranjas; a escola José Régio continua a demonstrar a importância que associa às actividades extra curriculares, aquelas que, como alguns afirmam, pertencem à escola paralela e que, indubitavelmente, contribuem para aprofundar conhecimentos, estimular a sede do saber e da pesquisa, complementar aquilo a que podemos designar de aprendizagem tradicional. Com efeito, ao longo deste ano lectivo, paralelamente às investiduras daquelas personagens transformadoras de mundos, foram sendo realizadas várias actividades desenvolvidas pelos clubes, departamentos, órgãos e os projectos da Área Escola. A semana cultural é, sem dúvida, o espaço temporal onde a escola pode reafirmar a importância que delega nestes eventos, para a formação integral dos seus alunos e, também, de toda a comunidade educativa. É o momento da José Régio se abrir à comunidade e evidenciar, sem qualquer equívoco, o papel fundamental que tem na formação de toda a população de Vila do Conde.

É a altura de se unirem os esforços de todos aqueles que, todos os dias, sem olharem a meios, contribuem decididamente para fazer a verdadeira história da nossa Escola Secundária José Régio!

António Almeida, Maio.2010

Editorial

O JR mudou!

E mudou porque quer, cada vez mais, ser o jornal da Escola: dinâmico, divertido, sério, participado…

A nova versão on line parece-nos a única forma de acompanhar uma escola que se modernizou,  um mundo em movimento onde as tecnologias se impõem, permitindo uma dinâmica diferente, num processo de comunicação que não se compadece com processos demorados e passivos. Torna-se absolutamente necessário , imperioso, mesmo, agilizar todo o processo, desde o momento da criação, à escrita dos textos , do clique da fotografia, até à partilha dos nossos pensamentos e das nossas criações com a comunidade.

É inegável que a comunicação se faz , agora, de forma diferente, e ignorar as possibilidades de que dispomos seria quase impossível. A forma como os jovens aderem a todas as novas modalidades de comunicação , e praticam a interactividade que lhes é proporcionada,  através das tecnologias , é uma realidade evidente que já se tornou um hábito e, para alguns, até uma espécie de dependência…

E porque o JR quer criar essa dependência em todos os vivem esta escola, precisa de tirar o máximo partido da forma dinâmica como a comunicação agora se organiza e se divulga. A partilha da ideia, a necessidade da discussão, o hábito do comentário têm que se inserir num processo muito mais dinâmico, de forma a acompanhar o ritmo cada vez mais acelerado das nossas vivências quotidianas.

«Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades» e o JR quer acompanhar a evolução, fazendo-te participar na mudança. Por isso, a tua colaboração é indispensável , nas diversas secções do teu jornal  on line . Queremos que partilhes as actividades desenvolvidas , desde visitas de estudo, trabalhos de Área de Projecto, actividades de clubes , enfim, tudo o que dinamizou e deu intensidade à nossa Escola. Mas também queremos que partilhes connosco as tuas opiniões, os teus momentos criativos, porque um jornal também se faz de notícias ,crónicas ,entrevistas, reportagens, poemas, fotografias, passatempos, concursos …

Mas como não pretendemos ignorar a herança de que já dispomos, porque ela é fundamental para a nossa identidade como escola , terás ainda a oportunidade de revisitar alguns dos melhores momentos do JR que, «a preto e branco» , te darão «notícias do passado» permitindo-te consultar alguns dos artigos de números já publicados, que estabelecem uma ponte necessária com o momento presente.

Contamos contigo. Este jornal é teu!

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